Sobre o autor


BIOGRAFIA OBJETIVA:

Nasci em 07 de julho de 1992 na cidade de Vila Velha, no Espírito Santo, onde resido desde minha primeira infância até os dias de hoje. Filho de Rosemary de Jesus Macedo Serrano, assistente social, e Marcelo Oliveira Serrano, funcionário público. Atuo como professor de Língua Portuguesa na rede pública estadual do Espírito Santo e também como pesquisador acadêmico no campo dos Estudos Literários. Publiquei em 2022 minha primeira obra, Antiquário, livro de contos. Também escrevo alguns minicontos que vou divulgando online, em fluxo contínuo, no seguinte endereço eletrônico: https://medium.com/@macedo.andre92


BIOGRAFIA SUBJETIVA:

Minha formação literária se deu através das leituras que fazia em casa, nas bibliotecas públicas de Vila Velha e Vitória, na escola e também nas livrarias e sebos. Por todos esses espaços, eu caminhava sozinho, pensando e cismando, e, às vezes, a sorte me encontrava e rendia uma rara conversa com alguém que se interessasse no mundo dos livros. Além disso, aqui e ali, fazia novas aquisições para as modestas estantes de volumes físicos que fui acumulando durante o passar dos anos. As prateleiras livrescas em casa me parecem um museu pessoal, um arquivo e uma memória tangível dessas experiências.

Depois, entre 2010 e 2014, pude me aprofundar no curso de Letras, em que estudei Teoria e Crítica Literária. Na Universidade pública, a UFES, aprendi muito e me envolvi com a cultura local, interagindo com espetáculos de música, teatro, saraus poéticos e várias formas de manifestação artística. Nessa época, participei ativamente de um coletivo literário, a Confraria dos Bardos, lendo poemas em público e interpretando com recursos cênicos alguns personagens. Também fiz experimentos comunicativos na Radio Universitária, no programa Teatro dos Desoprimidos, aos sábados, pontualmente às quatro da tarde. Conciliei tudo isso com o meu primeiro emprego em setor administrativo na Prefeitura de Vitória. Lembro das longas viagens de ônibus, dos dias cheios com muitas tarefas, cansaço, cochilos, eventos estudantis em vários estados no Brasil. Foram anos significativos e tumultuados.

Deixei o cargo burocrático para me dedicar, entre 2016 e 2018, ao mestrado de Estudos Literários, também na UFES, com ênfase na pesquisa acadêmica sobre os romances de Franz Kafka. De 2018 em diante, passei a dar aulas de português para turmas de Ensino Médio, ofício este que ainda faz parte do meu cotidiano e define grande parte de quem sou atualmente. A partir de 2022, voltei à UFES, no doutorado, pesquisando a respeito do livro de contos Rajatabla do escritor venezuelano Luis Britto García. No mesmo ano, lancei minha obra de estreante, os contos de Antiquário, cujas histórias remontam às experiências da década anterior. Lembro que a narrativa mais antiga nesse livro, Ventríloquo, começou a ser redigida em 2012 e foi atravessando os anos, tomando várias formas, escrita e reescrita, até sua versão definitiva. Essa é uma tônica essencial do meu primeiro livro, a passagem do tempo, que vai escrevendo e reescrevendo nossas vidas. Quando olhamos de volta, percebemos essas várias versões do que vivemos.

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